terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Um desafio literário “Apresente Algo Semelhante”


Um Desafio Literário: 
“Apresente Algo 
Semelhante”

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Muitas pessoas não entendem o desafio literário do Alcorão 
para que se produza algo semelhante a ele
Supõem que significa simplesmente escrever algo tão “bom” 
quanto o Alcorão.
Por conta disso, muitos céticos destacam – corretamente – que 
julgamentos de valor literário são altamente subjetivos.  Se alguém 
diz que considera certa seleção de prosa ou poesia melhor do que o 
Alcorão, quem poderia argumentar com ele?  Trata-se realmente 
de uma questão de julgamento e gosto pessoais?  Quem seria o 
árbitro?
O desafio do Alcorão, entretanto, não é simplesmente escrever 
algo de mérito literário igual, mas produzir algo como o Alcorão.
Isso pode ser visto em todos os versículos de desafio.  Deus 
diz:
“Dize (Ó Muhammad) se a humanidade e os gênios se unissem 
para produzir algo como esse Alcorão, não o conseguiriam, mesmo 
se ajudassem uns aos outros.” (Alcorão 17:88)
Deus diz: 
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“Ou eles dizem: ‘Ele o forjou.’ Dize: ‘Pois bem, apresentais 
dez suratas forjadas, semelhantes às dele, e pedi (auxílio), para 
tanto, a quem possais, em vez de Deus, se estiverdes certos. 
Porém, se não fordes atendidos, sabei, então, que este (Alcorão) 
foi revelado com a anuência de Deus e que não há mais divindade 
além d’Ele.   Sereis, então, muçulmanos?.’” (Alcorão 11:13)
Deus diz:
“Ou eles dizem: ‘Ele o forjou.’ Dize: ‘Trazei um capítulo como 
esse e chamai, se puderes, outro senão Deus, se sois verídicos’” 
(Alcorão l0:38)
Deus diz:
“E se estais em dúvida acerca do que fizemos descer sobre 
Nosso servo, fazei vir uma surata igual a um único capítulo, e 
convocai vossas testemunhas ao invés de Deus se sois verídicos.” 
Mas se não o fizerdes – e não o fareis – guardai-vos do Fogo, cujo 
combustível são os homens e as pedras, preparado para os 
descrentes.” (Alcorão 2: 23-24)
Portanto, não é simplesmente uma questão de qualidade – não 
tem nem que ser de mérito igual! Semelhança é tudo que importa. 
O que é exigido pelo desafio é alcançar pelo menos um nível 
comparável da beleza literária, nobreza e sublimidade do Alcorão 
enquanto que ao mesmo tempo imita o estilo particular do 
Alcorão.
É possível imitar superficialmente o estilo do Alcorão e muitas 
pessoas foram bem sucedidas ao fazê-lo – mas todas as tentativas 
desde os dias de Musailimah até o presente provaram ser tolas e 
absurdas e com freqüência invocaram risos e escárnio.  Esse é um 
consenso unânime de todos que ouviram ou leram essas tentativas.
Da mesma forma, é possível para uma pessoa que escreva em 
árabe alcançar um alto nível de excelência literária e, na mais 
comovente poesia e prosa, transmitir os pensamentos e 
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sentimentos mais nobres – mas ninguém jamais fez isso usando o 
estilo particular do Alcorão. 
E que estilo indefinível ele provou ser! O Alcorão não está nem 
em prosa árabe e nem no que é reconhecido como verso árabe. 
Não está escrito em uma combinação de prosa e poesia, mas em 
nenhuma dessas formas.  É único.  Ao mesmo tempo, o Alcorão é 
internamente consistente na manutenção de seu estilo único.
Somente o Alcorão tem o mais alto nível de excelência literária 
– a ponto de levar as pessoas ao êxtase e às lágrimas – enquanto 
mantém esse estilo.
Este, então, é o teste difícil: escreva algo no mesmo estilo do 
Alcorão e ao fazê-lo produza algo de qualidade e sublimidade 
semelhante. 
Ainda assim, pode-se argumentar que a avaliação dos 
resultados continua baseada em gostos literários subjetivos.  De 
acordo.   Entretanto, a segunda parte do desafio é trazer 
testemunhas para atestar a qualidade dessa avaliação, não apenas 
fazer a reivindicação.
Ao longo da história as pessoas têm tentado escrever no estilo 
do Alcorão.   Os resultados têm sido sempre tão risíveis que 
ninguém se aventuraria em dizer que acredita que seu esforço se 
equipara ao Alcorão em mérito literário.  A razão porque ninguém 
ousaria fazê-lo não é medo de represálias – como alguns céticos 
sugeriram – mas o medo de parecer um completo idiota.  Um dos 
primeiros exemplos foi:
Al-Feel
Mal-Feel
Wa maa adraaka mal-feel
Lahu dhanabun radheel, wa khurtoomun taweel
...que se traduz como: 
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O Elefante - 
O que é o elefante?
E o que faria você entender o que é o elefante?
Ele tem um rabo áspero e uma tromba muito comprida.
Podemos garantir que essa é uma tentativa bem sucedida de 
imitar o estilo superficial do Alcorão.  Está claramente moldada 
nos versos de abertura da surata al-Qariah ou Surata al-Haaqqah. 
Entretanto, com esse modelo, não é surpresa que as pessoas não 
estejam dispostas a colocar sua reputação em risco para atestar sua 
excelência literária.
Devemos fazer uma pausa para considerar: que outro estilo 
literário produziu um grande trabalho literário indisputável e, ao 
mesmo tempo, com certeza causará o mais fragoroso fracasso a 
qualquer um que tente experimentá-lo?
Geralmente não é uma má idéia um escrito imitar um estilo 
bem sucedido.  Entretanto, um desafio para produzir um único 
capítulo como o Alcorão – o capítulo mais curto tendo apenas três 
versículos de extensão moderada – se mostrou impossível de ser 
satisfeito.
Devemos lembrar que nem todos os que falam árabe são 
muçulmanos.  Muitos são cristãos e judeus.  Alguns são ateus. 
Vivem em todas as partes  do mundo.   Entre todos esses nãomuçulmanos árabes, existem poetas e escritores de prosa de 
destaque e importante críticos literários.  Nenhum deles reivindica 
que eles ou alguma outra pessoa tenha produzido um trabalho 
literário que se assemelhe ao Alcorão, tanto no estilo quanto na 
qualidade.
Para alguém que fala árabe, isso é uma coisa óbvia.  Qualquer 
árabe que olhe para as tentativas das pessoas de escreverem no 
estilo do Alcorão geralmente cai na gargalhada por conta de sua 
inabilidade ou banalidade. 
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Os que não falam árabe, embora não possam ter essa 
experiência diretamente, podem averiguar que nenhuma 
reivindicação literária séria foi feita.
Com certeza, existe subjetividade em qualquer avaliação 
literária.  Isso seria um problema em um desafio com um único 
juiz ou um grupo de juízes, ou se houvesse um critério tendencioso 
como “apenas sábios muçulmanos podem ser juízes”.
Entretanto, não há tal restrição no desafio.
O consenso geral da comunidade literária internacional árabe –
e das massas árabes – é de que não existe nada que satisfaça o 
desafio.  Isso é um padrão objetivo de avaliação.

Um comentário:

  1. Assalamu walaikum.
    Parabéns, seu blog esta lindo, e como gosto muito
    de decoração e jardinagem, amei tudo que você postou.
    Um abraço.

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